{"id":132,"date":"2015-10-19T00:22:02","date_gmt":"2015-10-19T00:22:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rcn.ciberserver.com\/?page_id=132"},"modified":"2019-12-06T14:59:39","modified_gmt":"2019-12-06T14:59:39","slug":"bio","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/bio\/","title":{"rendered":"Bio"},"content":{"rendered":"<p><strong>As suas obras t\u00eam analisado alguns gestos do quotidiano, rotina e familiaridade numa tentativa de compreender e investigar uma vis\u00e3o mais interiorizada das nossas vidas. Em cen\u00e1rios realistas, personagens comuns fundem-se nas suas paisagens &#8211; interiores ou exteriores \u2013 assim se apropriando e re-construindo o seu surpreendente mundo exterior.<\/strong><br \/>\n<strong> Este realismo pormenorizado e minucioso \u2013 por vezes absurdo, outras pol\u00edtico ou ainda emotivo \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m um realismo m\u00e1gico.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A suspens\u00e3o da realidade permite construir um tempo entre o tempo, atento a um conceito de espa\u00e7o mental &#8211; ponto de partida para uma nova percep\u00e7\u00e3o desta nossa realidade flutuante. A narratividade (as s\u00e9ries em fotografia, o tempo sequencial no v\u00eddeo e no som\u2026) \u00e9 muitas vezes quebrada e n\u00e3o-linear.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O quotidiano torna-se aqui a fonte quer das emo\u00e7\u00f5es, quer da perspectiva\u00e7\u00e3o &#8211; e cr\u00edtica &#8211; das situa\u00e7\u00f5es e estruturas de funcionamento da sociedade.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rita Castro Neves acabou o Curso Avan\u00e7ado de Fotografia do Ar.Co (Lisboa) em 1995, o Master in Fine Art da Slade School of Fine Art (Londres) em 1998, frequentando atualmente o programa de Doutoramento em Arte Contempor\u00e2nea do Col\u00e9gio das Artes da Universidade de Coimbra. Exp\u00f5e regularmente em Portugal e no estrangeiro, tanto em espa\u00e7os estabelecidos (Museu de Arte Moderna da Bahia, Spike Island, Bristol, The Courtauld Institute of Art, Londres, Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Serralves, Porto, Korjaamo Gallery, Hels\u00ednquia, Museu da Imagem, Braga, Museu Nogueira da Silva, Braga, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, F\u00e1brica Asa, Guimar\u00e3es Capital Europeia da Cultura) como em locais ditos n\u00e3o convencionais (escola prim\u00e1ria, apartamento alugado, casa de banho p\u00fablica, loja de discos, montra de um restaurante).<br \/>\nDesde 2015 que desenvolve projetos em colabora\u00e7\u00e3o com Daniel Moreira. Com <em>Laking<\/em>, que realizaram em 2015 a convite do espa\u00e7o art\u00edstico finland\u00eas Oksasenkatu 11, iniciam um projeto longo a prop\u00f3sito da representa\u00e7\u00e3o da paisagem, em que refletem com o desenho, a fotografia e o v\u00eddeo, de forma instalada, sobre colabora\u00e7\u00e3o art\u00edstica, diferentes t\u00e9cnicas e culturas art\u00edsticas, territ\u00f3rio, escala e percurso. Mostrando na Galeria Bang Bang (Lisboa, 2016), Galeria Oitavo (Porto, 2017), Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Rodrigues (Porto, 2017), na Sputenik The Window (Porto, 2017), no Museu da Imagem nos Encontros da Imagem de Braga (Braga, 2017), no Col\u00e9gio das Artes (Coimbra, 2017), Galeria Bolsa de Arte (S\u00e3o Paulo, 2017), no Museu Geol\u00f3gico de Lisboa (Lisboa, 2018), na Casa Museu Medeiros e Almeida (Lisboa, 2018)), na igreja rom\u00e2nica do Mosteiro de S\u00e3o Salvador de Brav\u00e3es (projeto Portas do Tempo, Ponte da Barca, 2018), no Pa\u00e7o Imperial do Rio de Janeiro, com uma exposi\u00e7\u00e3o coletiva, com os curadores Ant\u00f3nio Olaio e Malu Fatorelli (Brasil, 2018 &#8211; a nossa parte da exposi\u00e7\u00e3o foi apoiada pelo Programa Shuttle \u2013 Programa de Internacionaliza\u00e7\u00e3o Art\u00edstica &#8211; Programa Pl\u00e1ka da C\u00e2mara Municipal do Porto), no Planet\u00e1rio do Porto, Sem Imago Mundi, Antes um Desvio Aleat\u00f3rio, com curadoria Eduarda Neves (Porto, 2018), no Museu de Lanif\u00edcios, Montanha M\u00e1gica\/UBI (Covilh\u00e3, 2018), no Caf\u00e9 Candelabro, Playlist, com curadoria de Nuno Ramalho (Porto, 2018), no Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural e Ci\u00eancia com curadoria de Sofia Mar\u00e7al (Lisboa, 2019), na Funda\u00e7\u00e3o Eug\u00e9nio Almeida (\u00c9vora, 2019) com curadoria de F\u00e1tima Lambert, no C.A.A.A. com curadoria de Ricardo Bastos Areias (Guimar\u00e3es, 2019) e na Ci.CLo Bienal\u201919 de Fotografia do Porto, obra de exterior para os Jardins do Pal\u00e1cio de Cristal do Porto, com curadoria de Virg\u00edlio Ferreira (16 Maio &#8211; 2 Julho 2019). Em Setembro de 2019 tiveram uma exposi\u00e7\u00e3o em colabora\u00e7\u00e3o com Guto Lacaz no Consulado Portugu\u00eas em S\u00e3o Paulo e em 2022 na Appleton Square, em Lisboa.<br \/>\nEm agosto de 2017 estiveram em resid\u00eancia art\u00edstica na Resid\u00eancia Paulo Reis do Ateli\u00ea Fidalga em S\u00e3o Paulo, apresentando no final uma exposi\u00e7\u00e3o individual e em outubro de 2017 realizaram uma viagem de estudo ao Jap\u00e3o com a Bolsa de Estudo de Curta Dura\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Oriente. Em maio de 2018 estiveram em resid\u00eancia em Alvito (Resid\u00eancia Inter.meada \/ Cole\u00e7\u00e3o Mar\u00edn Gaspar), em Junho na Serra da Estrela (Montanha M\u00e1gica, UBI \u2013 Universidade da Beira Interior), ambas as resid\u00eancias resultando em exposi\u00e7\u00e3o individual, e durante o m\u00eas de Julho estiveram em resid\u00eancia no Cam\u00f5es &#8211; Centro Cultural Portugu\u00eas de Maputo, Mo\u00e7ambique, apresentando no final uma exposi\u00e7\u00e3o individual, cuja instala\u00e7\u00e3o principal se encontra atualmente no Museu de Maputo da Universidade Eduardo Mondelane (diretora: Alda Costa). As \u00faltimas resid\u00eancias inclu\u00edram em Agosto de 2019 uma resid\u00eancia em colabora\u00e7\u00e3o com as artistas Brasileira Claudia Tavares e Renata Cruz Festival de Fotografia de Paranapiacaba no Brasil, a convite do Diretor do festival Jo\u00e3o Kulcs\u00e1r, apoiada pelo Consulado Geral de Portugal em S\u00e3o Paulo, e no programa de resid\u00eancias Luz Linar \/ Feital (Portugal, Setembro 2019).<\/p>\n<p>Desenvolve projetos de curadoria em artes pl\u00e1sticas e na \u00e1rea da Live Art, incluindo Amorph!98 em Hels\u00ednquia, Dia E Vento no Teatro do Campo Alegre, Porto, 2001, Brrr com o Teatro Nacional S\u00e3o Jo\u00e3o\/ Teatro Carlos Alberto\/ Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, de 2006 a 2012 o festival anual de Artes Performativas Trama com a Funda\u00e7\u00e3o de Serralves, Porto, em 2012 o Sintoma n\u00ba 0 na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e em 2013 o Sintomas e Efeitos Secund\u00e1rios em colabora\u00e7\u00e3o com o Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o da Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o do Instituto Polit\u00e9cnico do Porto(InEd), numa co-curadoria com F\u00e1tima Lambert e Rita Xavier Monteiro.<\/p>\n<p>Atualmente \u00e9 docente na Faculdade de Belas Artes do Porto da Universidade do Porto onde criou e dirigiu uma P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Performance. Aqui criou em 2012 e coordena desde ent\u00e3o o grupo Sintoma. Performance. Investiga\u00e7\u00e3o. Experimenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 membro colaborador do i2ADS Instituto de Investiga\u00e7\u00e3o em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto.<\/p>\n<p>De 2005 a 2008 foi Coordenadora Pedag\u00f3gica do Instituto Portugu\u00eas de Fotografia, p\u00f3lo do Porto.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As suas obras t\u00eam analisado alguns gestos do quotidiano, rotina e familiaridade numa tentativa de compreender e investigar uma vis\u00e3o mais interiorizada das nossas vidas. Em cen\u00e1rios realistas, personagens comuns fundem-se nas suas paisagens &#8211; interiores ou exteriores \u2013 assim se apropriando e re-construindo o seu surpreendente mundo exterior. 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