{"id":668,"date":"2019-05-16T17:44:44","date_gmt":"2019-05-16T17:44:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ritacastroneves.com\/?p=668"},"modified":"2019-12-07T13:22:39","modified_gmt":"2019-12-07T13:22:39","slug":"humanimal-com-daniel-moreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/humanimal-com-daniel-moreira\/","title":{"rendered":"humanimal, com Daniel Moreira"},"content":{"rendered":"<p><em>humanimal<\/em> parte da idealiza\u00e7\u00e3o de um mundo mais conectado nos seus elementos entre natureza e humano. Esta ideia-necessidade de rever a separa\u00e7\u00e3o desalinhada entre n\u00f3s e o mundo, prop\u00f5e como que uma transi\u00e7\u00e3o para uma nova forma de ser. As imagens da s\u00e9rie s\u00e3o assim experi\u00eancias de novos humanos-natureza-animais, em corpos adaptados e em transi\u00e7\u00e3o. Todavia, a adapta\u00e7\u00e3o proposta n\u00e3o fecha uma proposta ecol\u00f3gica ou humanamente concretiz\u00e1vel, mas antes uma experi\u00eancia visual, sobre possibilidades materializ\u00e1veis atrav\u00e9s da imagem. A s\u00e9rie n\u00e3o \u00e9 program\u00e1tica &#8211; antes po\u00e9tica e ut\u00f3pica &#8211; e lan\u00e7a m\u00e3o do meio que dominamos e operamos: a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Nesta linha, a reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a partir, mas tamb\u00e9m, sobre o fazer fotogr\u00e1fico.<br \/>\nAncorada no nosso projeto de dupla de observa\u00e7\u00e3o da natura, com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s qualidades mat\u00e9ricas dos elementos seus, s\u00e3o aqui exploradas as possibilidades formais e materiais de folhas, esponjas, cascas para potencializar as suas rela\u00e7\u00f5es com o humano, para l\u00e1 do seu ser-objeto.<br \/>\nNos jardins exteriores tr\u00eas estruturas em madeira, de constru\u00e7\u00e3o tosca e desalinhada, lembram as estruturas usadas para o transporte de vidros, como um trabalho ainda em desenvolvimento: paragem entre dois ou mais pontos, transporte, processo. \u00c9 nesse dispositivo que se encontram impressas as fotografias, em placas coloridas, opacas e transparentes, que pelas suas sobreposi\u00e7\u00f5es criam novas cores, e lembram paletas reconhec\u00edveis de cor ligadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o das imagens. RGB, CMYK, Pantone&#8230; nomes que criam imagens mentais de sonoridade estrangeira.<br \/>\nA luz natural tamb\u00e9m opera nestas estruturas como mais um dipositivo do vis\u00edvel: transforma a placa transl\u00facida em \u00e9cran, e a opaca em espelho da paisagem que a envolve.<br \/>\nAs oito fotografias de empoderamento sendo, cada uma, afirma\u00e7\u00e3o visual, assentam na liga\u00e7\u00e3o inusitada entre os elementos encenados (humano-n\u00e3o humano-paisagem), assim se sublinhando uma reflex\u00e3o sobre rela\u00e7\u00f5es visuais criadas entre corpo humano e corpo natural, como um corpo \u00fanico &#8211; ainda que ideologicamente ficcionado. Assim como um mapa n\u00e3o \u00e9 um territ\u00f3rio, mas apenas uma sua representa\u00e7\u00e3o, as aproxima\u00e7\u00f5es visuais operadas s\u00e3o do campo bidimensional, n\u00e3o se aguentando a um espreitar lateral, ou a uma l\u00f3gica realista. Essa vis\u00edvel fragilidade destas imagens fabricadas, sublinha tamb\u00e9m o car\u00e1ter incerto do nosso futuro.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A convite da primeira edi\u00e7\u00e3o da Bienal de Fotografia do Porto produzimos a obra site-specific <strong><exposi\u00e7\u00e3o>humanimal <\/exposi\u00e7\u00e3o><\/strong>, que parte da idealiza\u00e7\u00e3o de um mundo mais conectado nos seus elementos entre natureza e humano. Esta ideia-necessidade de rever a separa\u00e7\u00e3o desalinhada entre n\u00f3s e o mundo, prop\u00f5e como que uma transi\u00e7\u00e3o para uma nova forma de ser. As imagens da s\u00e9rie s\u00e3o assim experi\u00eancias de novos humanos-natureza-animais, em corpos adaptados e em transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":670,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sitespecific"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=668"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":740,"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668\/revisions\/740"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/670"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ritacastroneves.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}